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Ao longo da Costa de Sintra, de S.
Julião, a Norte, ao Cabo da Roca, a Sul, existem inúmeras praias
de areia dourada e fina banhadas pelo Oceano Atlântico. As mais
conhecidas são a Samarra, Magoito, Azenhas do Mar, Praia das
Maçãs, Praia Grande e Adraga. Em locais mais reconditos do
litoral, praias mais pequenas, com generoso aparato de arribas
têm merecido também a atenção de turistas nacionais e
estrangeiros. Estes maciços rochosos são muito comuns no litoral
costeiro, e a zona para norte do rio Tejo é quase exclusivamente
composta por eles.
A sua configuração é a posição quase a pique em relação ao nível
do mar, e têm altitudes médias de cerca de 60 metros. A arriba
também é denominada muitas vezes falésia ou escarpa, consoante o
aspecto da sua superfície, a natureza do material de que ela é
constituída e também a sua localização.

Os principais
cabos do nosso litoral costeiro têm todos os aspectos
característicos das arribas; são eles: o Cabo Carvoeiro, o Cabo
da Roca, o Cabo Espichel e o Cabo de São Vicente.
As arribas estão sujeitas a uma enorme erosão do mar e do vento
que ao longo dos anos cavaram nas suas superfícies grutas ou
cavidades que se tornaram no habitat ideal para muitas espécies
de moluscos e crustáceos.
Como pesqueiro, a arriba virada para as águas mais oceânicas é o
local perfeito para se capturarem peixes de grandes dimensões. O
tipo de águas que banham estes pesqueiros é um meio muito
selectivo no que respeita à sobrevivência de indivíduos da mesma
espécie; e porque só os mais fortes e os mais bem adaptados
sobrevivem, a pesca destes peixes tem de reunir materiais muito
fortes e resistentes e também de grande capacidade
anti-corrosiva. Não é recomendada para este tipo de pesqueiro, a
pesca ao sentir pois as vibrações da linha e da cana anulam a
sensibilidade do pescador.
Apesar de as arribas se apresentarem como sendo o prolongamento
do mar, de maciços rochosos terrestres, não invalida que os
fundos marinhos circundantes ao pesqueiro sejam necessariamente
de natureza rochosa, podendo mesmo apresentar fundos arenosos ou
de outro tipo. O bom conhecimento dos fundos do pesqueiro, onde
habitualmente se pesca, implica, logo à partida, saber quais as
espécies que se podem capturar e a correcta utilização de
chumbadas e empates.
A costa Atlântica
é muito povoada de espécies marinhas, tanto animais como
vegetais. Entre os animais devem referir-se certos moluscos como
o polvo, a lula, o choco, mexilhão, a lapa, o berbigão, a
amêijoa, os percebes, etc.
Nos crustáceos podemos encontrar os caranguejos, a santola, a
sapateira, a lagosta e lavagante; estes dois últimos em zonas
mais afastadas da costa. A tainha, o sargo, o robalo, o bodião,
o linguado e ainda, em zonas mais profundas, o safio, a moreia,
tremelga, o tamboril, etc., são espécies de peixes que também se
podem encontrar nestas águas.
A costa Sintrense em condições de mar manso pode-se concluir que
está a embravecer quando começa a fazer rabujada (fazer água
branca) nas pedras e na beira, bem como o levantar de areia que
vai aparecendo por entre as rochas onde a água circula.
Em condições de mar mais forte os sinais de que vai embravecer
são a frequência crescente das vagas tornando-se cada vez mais
frequentes podendo-se observar que uma vaga alcança a outra.
Outro sintoma importante quando o mar está a embravecer é se vai
afastando da costa. Habitualmente quando há mar muito bravo nos
Açores, entre 24 e 48 horas depois conforme a direcção dos
ventos esse mar tem influência na costa portuguesa. Mar de
enchidos ou mar com agonias é a denominação dada a condições de
mar instável, cuja rebentação é irregular ocorrendo vagas
enormes que galgam as pedras.
Nestas condições de mar em que a frequência da ondulação é
irregular é necessário haver muito cuidado especialmente nas
marés vivas e quando está bravo, sendo recomendável não nos
aproximar-mos da borda de água. As Marés Vivas são marés que
vazam muito mas também enchem muito, ocorrendo estes fenómenos
na Lua Nova e na Lua Cheia chamando-se assim marés de lua.
Este mar já apanhou muitos pescadores distraídos, provocando pôr
vezes graves acidentes pelo que é necessário estar sempre com
atenção.
Após breve
introdução ao litoral Sintrense( para quem não o conhece), vamos
descrever algumas praias, no intuito de indicar possiveis locais
para a práctica da pesca.
Praia da Adraga - O acesso à Praia da Adraga é muito
sinuoso e só se pode fazer de automóvel, através de uma estrada
que desce entre montanhas, deixando a dúvida se realmente nos
estamos a dirigir para uma praia. Mas, alguns minutos depois de
passar Colares, é com algum encanto que entre dois montes
enormes surge o azul do mar da Adraga. É no entanto muito
frequentada, existindo mesmo dificuldade em termos de
estacionamento, o que se ultrapassa com uma boa dose de
paciência. O local é lindíssimo, conjugando o ambiente de
montanha com o de praia. Para além do areal, existe um
restaurante rústico, que assegura perfeitamente as necessidades
de quem frequenta o local.

Com bons acessos,
praia com boa inclinação, procura-se ficar no lado esquerdo da
praia, uma das zonas preferidas, ou à direita, raramente ao
meio, mas tudo depende do espaço que houver ao longo da praia,
quer se estão mais pescadores ou mesmo banhistas a ocuparem a
praia, tenta-se não incomodar e ao mesmo tempo ter espaço para
quem pesca, já que ir à pesca é um passatempo para descontrair,
e caso obtenha uma grade fica-se na mesma...

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Quando a maré
baixa está no seu expoente mínimo, pelo nosso lado esquerdo
consegue-se contornar a grande rocha arqueada para, logo a
seguir, nos depararmos com uma grande laje. Esta zona é muito
frequentada e com um fundo misto de areia e rocha, as espécies
aproximam-se à procura de moluscos, sendo a pesca à bóia a mais
utilizada nesta zona. No lado contrário ( à direita da praia )
encontram-se rochas que, quando trepadas, são um bom local para
a práctica da pesca.
Praia das
Maçãs – O nome desta praia surgiu pelo facto de o rio que
ali vai desaguar ter corrido, em tempos, entre pomares de
macieiras, pelo que a fruta, quando estava madura, caía na água
e ia ter à praia. À volta do areal instalaram-se várias casas de
comércio, desde restaurantes a cafés e bares, tal como casas de
artesanato local, pelo que o local se tornou um ponto de
encontro dos sintrenses, que aproveitam as suas esplanadas e a
excelente comida, de Verão ou restaurantes a cafés e bares, tal
como casas de artesanato local, pelo que o local se tornou um
ponto de encontro dos sintrenses, que aproveitam as suas
esplanadas e a excelente comida, de Verão ou de Inverno. Junto à
praia, há também uma piscina de água salgada.
Esta praia dispõe de infra-estruturas de apoio ao
veraneante/turísta tais como ( 1ºs Socorros, parque infantil,
local para Piqueniques, entre outros).

Nos extremos da praia, quer do lado esquerdo, quer do lado
direito, existem lajes/rochas onde se pode pescar com alguma
estabilidade, no entanto, em dias de grandes marés não se
aconselha estes sítios, pois a segurança é a primazia do
pescador. Pelo meio da praia , permanece algum misto de areia e
rochas.

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Praia Grande
- Uma das mais frequentadas da linha de Sintra. A Praia Grande
apresenta um extenso areal, o que proporciona que as águas
agitadas desta região aqui adquiram uma feição mais calma. A
praia é muito frequentada por jovens, especialmente os que são
adeptos de desportos aquáticos, como é o caso do bodyboard e do
surf. Aliás, neste local, assiste-se, todos os anos, a uma prova
do Campeonato Mundial de Surf/Bodyboard. A praia também atrai
curiosos que pretendem ver in loco os fósseis das pegadas de
dinossauro que se encontram marcadas nos imensos rochedos que
rodeiam o local.

Esta é das praias mais concorridas pelos pescadores residentes,
assim como pelos que ouvem falar da fama que esta praia tem em
dar peixe, quer em qualidade, quer em quantidade. A zona
predilecta situa-se no lado esquerdo da praia, junto a escarpas
que nos fazem arrepiar só de lá estar.
Azenhas do Mar - As Azenhas do Mar, situada num vale
pitoresco, com o seu lindo casario construído na encosta sul é
uma das praias mais apreciadas e interessantes piscinas
escavadas na rocha. O Miradouro das Azenhas do Mar está
construído sobre arribas que descem sem medo até ao Oceano. É um
local muito frequentado tanto no Verão como no Inverno, pela
grandiosidade da vista que proporciona. Ali, pode apreciar-se o
Oceano Atlântico em todo o seu esplendor, e, com um pouco de
sorte, ver passar, lá ao longe, navios de pesca. Com Piscina
Oceânica à beira-mar.

É frequente encontrar-se pescadores no Miradouro/estacionamento
antes das Azenhas do Mar, pescando a uma altura considerável.
Praia da Aguda
- Formada por inúmeros caneiros do lado esquerdo, é ai que se
fica habitualmente, ou do lado direito em direcção a Magoito, no
areal misto de areia com alguns lajões.
Quanto à pobreza dos fundos de areia, é um engano. Quando o mar
remexe bem os fundos são o local ideal para o Robalo e outras
espécies, porque ao ser remexida a areia liberta muitos
organismos vivos que servem de alimento na cadeia alimentar dos
peixes.
A identificação de um bom pesqueiro depende muito de dia para
dia, o que foi bom ontem pode hoje já não o ser, mas um mar bem
remexido é para o pescador o ideal. Uma boa coroa de areia, não
muito longe da praia, que proporcione um fundão com entrada e
saída de águas, é o local ideal para se practicar surfcasting.

Quando fôr pescar
para a Aguda não deixe o carro no largo, não sabemos se é
alarmismo ou não, mas dizem que assaltam os carros , claro que
na época de praia será outra coisa.
O melhor sítio é para a esquerda da escada, mesmo para o lajão
ou a meio da praia ou mesmo já junto à transição com a praia de
Magoito.
Praia da Ursa
– Apartir desta praia tem-se uma espectacular vista,
principalmente para norte, das praias da Aroeira e da Ursa.
A Praia da Ursa tem um areal e como é relativamente conhecida e
bonita, não é estranho encontrarmos outros visitantes,
especialmente nos meses mais quentes. É uma praia muito
fotogénica que vale a pena explorar quer a norte, onde existe
uma invulgar inclusão de calcário na encosta granítica, um arco
na Pedra da Ursa, muitos calhaus e até uma pequena gruta, quer a
sul, onde também existe uma zona rochosa muito interessante com
poças de água na maré baixa. Aí, na parte sul da praia, onde a
areia acaba, existe um carreiro que sobe ao longo do vale na
falésia e se pode fazer em cerca de vinte minutos, levando-nos
de volta.



Praia de São
Julião – Eis outra das praias mais concorridas pelos amantes
da pesca. Seguindo o IC19 e depois desviar para a Ericeira (
IC16 ), encontramos a indicação para a praia de São Julião. Aqui
poderemos deixar o carro junto ao estacionamento e bar. Ambos
são iluminados, o que nos traz alguma segurança. Mais abaixo, na
zona de concessão da praia também podemos deixar o carro, e
preparar o material para a pesca. Bem, agora vem a parte mais
díficil, isto se decidirmos ir para o lado esquerdo da praia,
pois a caminhada é longa graças ao extenso areal, e demorada
quando a escolha tem como destino predilecto as baías, ou a
chamada “ pedra Davide “. Os resultados em conseguir peixe são
elevados quando aplicada a técnica mais adequada às condições
dadas no momento.


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Toda a Informação contida nestes textos, foram objecto de
excertos extraídos da NET, assim como as fotos aqui publicadas
foram de igual modo extraídas pela mesma via.
O intuito
destes textos, serve somente para informar aquele ou aqueles que
desconhecem estes locais de pesca .
RUI DIAS
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