Isco artificial para pesca ao fundo ???

Armados em cientistas decidimos fazer um teste
de laboratorio auma novidade do mercado

 

Estamos habituados a todos os anos aparecerem no mercado nacional todo o tipo de novidades para o pescador. Muitas delas capazes de "ferrar" melhor o pescador do que o peixe.

Este ano ficamos particularmente curiosos com uma novidade, pela sua peculiaridade e pelo prémio de noviadde do ano recebido no feira da Eftex 2005 que aconteceu na Polonia este ano. Sabemos que estas coisas não acontecem por acaso e pelo menos algumas provas tem de ser dadas, contudo existe sempre questão da adaptabilidade ao nosso canto atlântico. 

O produto em causa é o GULP! Saltwater, que aparece em variados formatos, desde vermes, caranguejos e até lombos de peixe todos para iscar e passiveis de serem cortados aos pedaços. O produto promete uma dispersão da essência em que está embebido até 400 vezes o que o isco normal é capaz.


Os saquinhos com o produto

Levados pela curiosidade, decidimos contactar o importador para saber se haveria a possibilidade de fornecer uns exemplares para testar pelo pais fora e fazer um verdadeiro teste comparativo com o isco real e tirar a prova dos nove.

O importador foi amável e com a nossa certeza de não fazer um artigo promocional do produto, querendo garantir a nossa verdadeira neutralidade na análise, apenas nos pediu que as condições em que cada amostra fosse testada fosse igual à do isco natural.
Posto isto decidimos que as condições seriam sempre que por cada cana com isco natural haveria uma de isco artificial.


Os caranguejos são muito interessantes, talvez até
para uma experiência à boia.

A prova aconteceu durante largos meses, desde antes do aparecimento do produto do mercado até ao inicio deste mês de Novembro, em diversas condições de mar, de dia e de noite ( de noite a comparação foi sempre em relação ao coreano ou ao casulo de dia a comparação aconteceu contra sardinha e minhoca da lama).

O isco foi distribuido a diversos pescadores amigos que se comprometeram a pescar nas condições acima descritas e apenas teriam de reportar o numero de sessões de pesca, e o número de exemplares pescados com determinado isco.


As praia entre Troia e Sines são optimas para o Surfcasting


Poderiamos tentar analisar outros factores, mas chegamos à conclusão que pela diversidade das zonas de pesca (Costa Vicentina até Caparica, Zona de Cascais até Peniche, Viana do Castelo até Caminha), seria impossivel tirar conclusões mais especificas sem correr risco de cometer avaliações grosseiras.

A técnica usada para teste foi sempre a mesma, Surfcasting da praia. Dai que apresentamos o seguinte quadro:

Nº de Sessões

  Zona 1

 Zona 2

 Zona 3

 

 Gulp!

 Outros

 Gulp!

 Outros

 Gulp!

 Outros

 6

 5

4

 

 

 

 

 23

 

 

 7

 11

 

 

 14

 

 

 

 

 3

 5

Zona 1 - Costa Vicentina até Caparica
Zona 2 - Zona de Cascais até Peniche
Zona 3 - Viana do Castelo até Caminha

O total de sessões foi de 43, usados 8 pescadores (da 2ª divisão nacional à 2ª regional e amadores) e o score final foi de 15 para a Gulp! e 20 para os outros Iscos. Um resultado que apesar de não ser igual é muito equivalente e que em uma ou outra situação pendeu para o artificial.

Ao nivel das capturas os robalos foram a pesca mais interessante do Gulp!, com vários exemplares capturados. Uma experiência interessante será usar os vermes como softbait em corrico lento, temos a certeza que serão capazes de resultados interessantes.


 O regulamento geral de provas da FPPD ainda não permite a utilização
dos ditos iscos "estranhos"

A impressão geral foi a de que o produto realmente funciona, contra o cepticismo generalizado especialmente pelos pescadores mais velhos, os mais novos aceitam as novidades com mais facilidade.

No entanto, o tira teimas está sempre quanto a pergunta "Se só puder usar um isco qual usaria?" e aqui normalmente a escolha pelo isco natural recai por diversos motivos. É complicado introduzir uma materia tão delicada na rotina do pescador habituado a pescar com eficiência segundo técnicas e métodos já muito testados.

Outra coisa importante é quando se pensa na pesca de competição e ai encontramos mais abertura para a introdução de novas técnicas sempre com o intuito de encontrar algo que nos ponha mais à frente.
O pescador de competição não só testa com relativa frequência tudo o que aparece no mercado, como até em muitos casos procura além fronteiras o que poderá trazer para a competição nacional que seja uma completa novidade e lhe dê vantagem sobre a concorrência. 

Uma conclusão muito interessante é que dada a relativa fiabilidade do isco artificial em questão, os pescadores que o testaram foram unanimes em dizer que é uma optima ideia ter sempre uma saquinha dele a mão porque assim acabam-se os problemas do isco não chegar para uma sessão prolongada de pesca.

Como se sabe é conveniente ir para uma sessão de pesca munidos se possivel com iscos diferentes, o peixe tem dias e às vezes come melhor umas coisas do que outras e com os artificiais também é assim.


Era bom que os iscos fossem imitações dos de cá

Para finalizar gostaria de referir que os iscos imitados no Gulp! não são nacionais, com excepção dos lombos e dos caranguejos, o que me leva a crer que se no caso dos vermes houvesse minhoca da lama ou tiagem por exemplo poderiamos ter melhores resultados dado que o peixe por aqui anda mais à procura dos vermes autoctones e não dos tais Lugworms ou Blood worms.

Boas pescas!

Marcos Palmeira
 

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A realidade americana na pesca de competição de mar
- Abril 2005 (Por uma gestão pesqueira aplicada)
 
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- Fevereiro 2005 (Uma feira à italiana...)
 
Visita à feira de pesca de Verona
- Janeiro 2005 (Produção pesqueira dos 25 desce 17% em 7 anos)
  Enquanto produção mundial cresce 17% em igual periodo
- Dezembro 2004 (Mundiais de Pesca Desportiva - Portugal 2006)
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Maia Lopes aponta caminhos para um futuro dos rios truteiros nacionais
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- Janeiro 2004 (Peixes ao frio!!!)
 A pesca vista no meio do Inverno
- Dezembro 2003 ( Taça do Mundo de Pesca ao Achigã )
 Reportagem sobre a I Taça do Mundo do Achigã
- Novembro 2003 ( Previsão: Taça do Mundo de Pesca ao Achigã)
 Previsão do evento Taça do Mundo ao Achigã
 


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