O Tejo internacional está completamente coberto de verde, devido à poluição vinda de Espanha. A situação este ano é a pior de sempre, alerta a associação ambientalista Quercus.
Apesar de integrar um parque natural, criado em 2000, o troço internacional do rio recebe uma elevada carga de poluição orgânica de Espanha. Todos os anos, esta situação leva à proliferação de algas e de plantas aquáticas – em especial a azola e a lentilha-de-água. Do fim da Primavera ao princípio do Outono, é usual verem-se extensas manchas verdes a flutuar no rio.
Mas nunca a situação esteve tão grave como agora. Segundo Samuel Infante, dirigente local da Quercus, o tapete verde agora é contínuo e estende-se por cerca de 50 quilómetros, cobrindo toda a extensão em que o Tejo faz fronteira entre Portugal e Espanha. “O problema está-se a agravar”, afirma.
Samuel Infante afirma que as principais causas são a poluição dos esgotos e dos fertilizantes utilizados na agricultura ao longo dos 800 quilómetros de extensão do rio em território espanhol.
