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Neste dossier Nº12, o segundo dedicado a montagens de Surfcasting
vamos esclarecer alguns pormenores e dúvidas levantados por muitos
pescadores curiosos e interessados nos detalhes das primeiras
montagens. Também vamos apresentar alternativas às primeiras
montagens, com o fim de as adaptar ou ao nosso material (caso nos
falte o indicado), ou com o fim de as transformar numa montagem
com um objectivo completamente diferente.
Começamos por uma ideia interessante
que pode resolver a muitos leitores a falta dum "release clip" ou
"bait clip" numa montagem. A montagem já é conhecida do dossier
anterior (fig.1) e nesta mostramos agora como é possível introduzir um anzol de olhal de tamanho razoável (não especificamos o tamanho deste
porque como em casos anteriores terá de ser sempre proporcional ao
resto da montagem) no lugar do anterior release/bait clip
exactamente para o mesmo efeito,
rematado este com um nó para fixação à linha. Assim, e exactamente
como na situação anterior poderemos usar o anzol (também devidamente iscado)
para segurar a linha que seria demasiado comprida para o
lançamento.

fig.1
Uma modificação menor poderá ser a
utilização de dois anzóis na linha de derivação do estralho
(fig.2). Existem várias razões para isto, estamos a duplicar a
intensidade de apresentação do isco em várias vertentes, no aroma
e na capacidade de visualização para o peixe. Uma variação de
equipamento a ser usado é os tubinhos metálicos por onde se pode
passar a linha em substituição do silicone ou do plástico
retráctil. Estes, com um pequeno alicate podem ser pressionados
para fixação e assim prendem as pérolas e sequins onde quisermos (cuidado que certas
espécies podem estranhar o metal e por isso nem tocam no isco).

fig.2
A terceira montagem (fig.3)
apresentada é muito simples mas nem por isso menos eficaz se for
bem aplicada para o fim que foi desenhada. Aqui, está apresentada
com apenas um anzol, mas podemos sem muita dificuldade tornar esta
montagem mais complexa, acrescentando mais um anzol ao lado deste
ou mesmo pérolas, etc.

fig.3
O segredo reside apenas no chumbo e na
sua forma que lhe permite "rolar" pelo fundo do mar livremente.
Conseguimos por isso vários objectivos que em determinadas
circunstâncias podem ser interessantes, seja: Dar ao peixe uma
certa sensação de liberdade apôs a ferragem, em águas muito calmas
dar mais mobilidade a apresentação que doutra maneira poderia ser
muito estática, fazer rolar a montagem com a corrente para as
zonas mais profundas onde existe mais peixe.
A pedido de vários leitores que me
contactaram e porque os diagramas apresentados não serem
optimizados para mostrar os detalhes de montagem, vou mostrar o
aspecto com que alguns destes ficam.
Aqui
está a imagem de um anzol com o tubo de silicone aplicado (ou
plástico retráctil).
Tubos de silicone, sequins e pérolas
luminosas tal como podem ser apresentados nas lojas de pesca.
  
Chumbo aranha e um kit de montagem do
mesmo (podemos ver os moldes para onde o chumbo derretido é
vertido.
 
Anzol montado com sequin e pérola
flutuante.

Montagem de anzóis muito usada fora do nosso país (com pérola
flutuante e sem esta) e menos por cá provavelmente porque o numero
de anzóis numa montagem está limitado a três. Com os anzóis desta
maneira aumentamos a probabilidade de ferragem, não só pelo número
de anzóis mas também pela diferença de tamanho destes.

Por agora é tudo, mais fica para a
terceira parte.
Boas pescas!

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