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Aventura em Sierra Brava

Uma viagem de alguns dias, junto a uma barragem com alguns bons recordes, distante da vida quotidiana e com todo o ambiente natural que nos rodeia, é um sonho para qualquer carpista.

E o meu ficou concretizado na sexta-feira, quando os meus amigos chegaram ao Porto para me levarem até uma das barragens em Espanha mais em voga.

Sierra Brava fica em plena Estremadura, a cerca de 6 horas de viagem do Porto e próxima de Cáceres. É sabido que a Estremadura é uma das regiões mais próximas de nós que tenta a todo o custo aumentar as condições para a prática da modalidade de Carp Fishing. Este trabalho começou com repovoação de algumas barragens com carpas vindas da famosa empresa de aquocultura de Badajoz, carpas essas de algum porte e com capacidades de crescimento fantásticas. Sierra Brava é uma barragem recente e tem já nas suas águas carpas acima dos 20kg, sendo a maior conhecida  por  “Ramona”, com cerca de 29,0kg e que este ano já pescada 3 vezes.

Na Estremadura, em breve, será possível pescar de noite. A junta de Estremadura já percebeu a rentabilidade e o desenvolvimento que o carp fishing poderá trazer para regiões do interior, sem grandes investimentos e sem prejudicar o ambiente. Exemplos disso são Sierra Brava e Orellana, relativamente perto uma da outra, sendo que na ultima está o recorde Espanhol com 33kg.

A barragem de Sierra Brava este ano já recebeu a visita de mais carpistas nacionais do que certas barragens em Portugal com grande potencial... mas que não passam disso - de grande potencial -  já que ninguém pensa no futuro e nas condições que poderiam ser criadas nessas barragens, por exemplo Azibo, Pisões, Ermal, Aguieira, (tudo barragens que conheço a norte, embora existam muitas mais...) Portugal tem tudo para ter sucesso! O Carp Fishing nacional precisa de um novo rumo e está nas “mãos” das autoridades públicas (Ministério da Agricultura, AFN, ICBN, Câmaras Municipais). Nós, carpistas, estamos disponíveis em ajudar no que for preciso!

Já me estou a alongar mais que o caminho até Sierra Brava. Mal chegámos,às 6h30 da matina, tirámos as licenças para a semana toda num café local (cerca de 2,45€/dia licença da concessão). Uma semana antes, um colega alentejano, o Ricardo Santos, tinha-nos tirado a licença anual da região da Estremadura a cerca de 5€. Com os “permissos” todos e sem problemas com as autoridades, rondámos toda a barragem à procura de um pesqueiro que nos “cheirasse” a peixe... Sabíamos que não seria fácil a pesca e que as carpas normalmente se encontravam próximo das Azinheiras submersas  e bastante características da barragem. Embora se dêem mais arranques tornam a pesca complicada, sendo necessário o recurso a fios mais grossos e estralhos igualmente mais fortes, que nem sempre são o suficiente.

Nos primeiros dias apanhámos muito mau tempo, nada característico da zona, o que influenciou a pesca, embora tenhamos tido alguns arranques e tendo os maiores peixes saido nas minhas canas, 1 com 7,20kg e outra de 9,00kg. Sendo que ambicionávamos pescar a Ramona ou a avó dela e já que durante a semana a barragem tinha menos carpistas, desmontámos o material e fomos procurar um novo pesqueiro... Não antes sem empurrarmos a carrinha, que tinha ficado sem bateria... e num solo pedregoso não foi nada fácil... O que me valeu foram os excelentes cozinhados do Nuno Monteiro, que além de excelente carpista é um óptimo cozinheiro! Assim, as saudades de casa são difíceis... Mas à noite, contemplando o céu estrelado, as saudades das minhas meninas pareciam aparecer com a velocidade que uma estrela cadente desaparece.

O novo pesqueiro ainda foi mais difícil de escolher, pois já não tínhamos tanto tempo para experiências e o medo era maior... Arriscámos e ficámos num local com espaço para três pesqueiros, engodámos e lançámos as canas. Até ao primeiro bipppppppppppppp! É sempre uma grande incógnita, as carpas pequenas começaram a sair... e embora rondassem os 6kg, estavamos a jogar para carpas maiores e continuávamos decepcionados!

Durante uma amena cavaqueira debaixo de um sol abrasador, bippppppppppppppppppp! Corri para as minhas canas para não deixar a carpa ganhar muito terreno nem se colocar nos vários obstáculos submersos. A luta foi fantástica e em breve uma bela carpa de espelhos estava no meu tapete de recepção. Podia estar ali o meu recorde e a balança veio a confirma-lo - 12,60kg, fantástico!! Preparávamo-nos para fotografar quando bipppppppppppppppppppppppppppppp! O Nuno, vendo que as carpas grandes entravam agora no pesqueiro, ganhou mais alento e sempre que tínhamos uma carpa a incógnita de um grande recorde colocava-se, como era óbvio. Depois de algum tempo de luta e de a minha bela carpa estar a descansar segura no saco de retenção, estava com o meu amigo a fotografar o meu recorde... e o dele 14,00KG. Que pode um carpista ambicionar mais!?!?!

Ainda nos restava mais 1 dia e esperávamos mais recordes, mas a verdade é que as grandes não saíram. Continuámos a ter alguns arranques, mas carpas pequenas e algumas perdas entre os obstáculos.

Agora o Bipbip retira-se por uns tempos da pesca - a coisa mais importante da minha vida está para acontecer e tenho que me dedicar a esse momento! Talvez retome a pesca novamente em cenários paradisíacos como este.

Nota: Políticos de Portugal e pescadores portugueses, abram os olhos e valorizem as nossas riquezas - temos muito para dar nesta fantástica modalidade... Pratiquem pesca sem morte, cuidem os pesqueiros não deixando lixo neles, respeitem os outros pescadores e acima de tudo, se gostam de pesca, respeitem a natureza!!!

 

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